São
numerosas as festas e romarias que se realizam na nossa região durante os meses
de Verão. Particularmente neste mês de Agosto,
existem localidades que mais do que triplicam a população devido aos milhares de emigrantes que regressam a Portugal. As festividades religiosas são complementadas
com uma rica e variada oferta cultural que vai desde os concertos musicais às
peças de teatro, passando pelas exposições, entre muitas outras atividades.
O Distrito também tem apostado em manter-se no
calendário de importantes eventos desportivos como a Volta a Portugal em
Bicicleta, assim como numa panóplia de outras atividades e eventos que, no seu
conjunto, tornam o presente mês o mais animado do ano e um dos mais importantes
em termos económicos.
Existem
igualmente diversas feiras organizadas pelos vários municípios como forma de
promover e comercializar as suas terras e produtos. A título de exemplo, e
porque tiveram honras de abertura na passada semana, temos o linho em Ribeira
de Pena, o granito em Vila Pouca de Aguiar ou os produtos da terra em Mondim de
Basto.
É
através destes acontecimentos, sejam de grande dimensão ou apenas de animação
local, que os concelhos procuram alargar e diversificar o mercado turístico,
criar dinâmicas económicas sustentáveis e projetar uma imagem atrativa e
competitiva. Mas talvez seja possível e
desejável que todas estas iniciativas funcionem de forma mais articulada.
Com
a globalização e a crescente mobilidade, os lugares deixaram de estar isolados
para passarem a ser territórios relacionados entre si, o que implica novas
formas de interação e novas abordagens mais complexas e diversificadas. Assim,
poderá ser útil incrementar a já existente rede de parcerias que permite
valorizar o património, os recursos de atração e os seus produtos endógenos. Numa
visão de marketing territorial, as localidades devem apostar numa atitude
empresarial, apresentando-se como uma marca única, de modo a que possibilitem
uma identidade distintiva com o intuito da internacionalização.
Aproveitando
a evolução das tecnologias de comunicação e de informação, talvez faça sentido
o desenvolvimento de uma marca impactante do ponto de vista visual, promovida
por meio de uma grande campanha publicitária que comunique de forma clara,
simples e coerente o produto-território. Deve fazê-lo através de uma estratégia
global tendo em conta fatores como a reputação e a imagem transmitida do lugar,
a hospitalidade dos residentes, as infraestruturas relacionadas com a qualidade
de vida ou mesmo o estilo de vida. Como exemplos, podemos referir o Porto, que
apostou na criação de uma marca internacional: “Oportonity City” (numa mensagem que pretende realçar as
caraterísticas únicas da cidade, como as suas gentes, hospitalidade,
versatilidade e vitalidade), “Iamsterdam” ou Copenhagen”. Ou pela negativa o Allgarve,
depois transformado em "Algarve com eventos", perdendo o All inglês e talvez a dimensão
universal.
Num mundo altamente
competitivo, os destinos turísticos procuram formas de se distinguir dos seus
demais concorrentes, apoiando-se em novos produtos turísticos e elementos
diferenciadores. Seria importante que a região considerasse a possibilidade de
criação de uma marca global para promoção internacional.

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