sexta-feira, 24 de abril de 2015

25 Abril – Democratizar, Desenvolver e trazer os jovens para casa

A revolução dos cravos marcou o início de uma nova era para Portugal. Abriram-se as portas para uma drástica mudança económica, social e cultural. Pela ação determinada dos Capitães de Abril foi possível uma Revolução capaz de efetuar um corte com um passado de opressão, isolamento internacional e terminar com a Guerra Colonial. Surgiu assim a Liberdade, o Estado de Direito Democrático e o desígnio nacional de “Descolonizar, Democratizar e Desenvolver”.
Na atualidade, num contexto europeu, globalizado, e retirando do passado as lições que a História nos deu, sente-se novamente o ímpeto de mudança. Salvaguardando as devidas proporções, os três “D” podem ser revisitados: precisamos de repatriar a juventude; de aprofundar e melhorar a democracia; de construir um país mais desenvolvido onde todas as pessoas vivam melhor.
Trazer os jovens para casa implica responder aos anseios de uma geração confrontada com uma gigantesca taxa de desemprego (35%), com pobreza e delinquência acima da média. Garantir emprego e estabilidade, que permita a construção de um projeto de vida e o aumento da natalidade, tem que ser o objetivo número um do próximo Governo.
            O voto tem que voltar a ser a “arma do povo”, ser percecionado como útil e capaz de provocar mudanças visíveis. Uma democracia mais próxima dos cidadãos e em que as pessoas se sintam representadas implica medidas como os círculos uninominais, as eleições primárias ou a regionalização.
Continuar o processo de desenvolvimento obriga a aprofundar as conquistas de Abril, como o Serviço Nacional de Saúde. Neste caso, devemos sancionar o atual Governo, porque prosseguiu com as prioridades trocadas: primeiro os cortes, depois as pessoas. Com a sua ação deixou de garantir o acesso geral, universal e gratuito aos cuidados de saúde.

            Cumprir Abril é aprofundar as conquistas civilizacionais e não deixar ninguém para trás.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Intervenção - Política de natalidade








  1. Portugal tem atualmente uma das mais
    baixas taxas de nascimentos de crianças da Europa
  2. E o que trouxe este governo à juventude?
    desemprego (35%);  emigração; falta de
    perspectiva de futuro; precariedade; pobreza.
  3. Na saúde, ainda esta semana, todos vimos
    mais uma reportagem bem elucidativa: Um cenário Dantesco! O Serviço Nacional de
    Saúde em cacos, mais parecendo imagens do Terceiro Mundo!
4. Taxas Moderadoras: Propomos que todos os membros integrantes
do agregado familiar sejam tomados em consideração para o cálculo das condições
de isenção por situação de insuficiência económica nas taxas moderadoras.





terça-feira, 14 de abril de 2015

Intervenção Audição do Sec. Estado da Juventude



Audição do Sec. Estado da Juventude

- Natalidade

- Crescente desvalorização do fator trabalho por parte do Governo

- Crescente envelhecimento do país justificando-se uma "Secretaria de Estado do Idoso"


quarta-feira, 8 de abril de 2015

sábado, 4 de abril de 2015

Entrevista ao Jornal A Voz de Trás-os-Montes - “António Costa é um homem que traz um capital de esperança à política portuguesa”

“Frente a Frente” na Assembleia da República
Márcia Fernandes

l Ivo Dinis de Oliveira nasceu em 1981, na cidade de Vila Real. É doutora­do em Gestão e professor universitário. O gosto pela política surge aos 20 anos, quando entrou para a Juven­tude Socialista (JS), incen­tivado por um grupo de amigos. Sempre se identi­ficou com os ideais socia­listas, como as questões da igualdade, o facto de ser um partido mais humanis­ta, que defende uma distri­buição mais justa de rendi­mentos. Fez o seu percurso dentro da Juventude Socia­lista, foi presidente da distri­tal e membro da Comissão Nacional. Chegou a deputa­do em julho de 2014, altura em que foi substituir Pedro Silva Pereira, que entretan­to seguiu para o Parlamento Europeu.
Não é deputado em regime de exclusividade, porque quis manter a ligação ao mundo real e à vida das pessoas. Dá aulas na Universida­de do Minho, onde não é remunerado, e também no ISLA, onde já aufere um salário porque é uma insti­tuição de ensino priva­da. “A minha vida é muito ativa, com alguns sacrifícios pessoais, pois não é fácil conciliar as duas profissões, mas gosto do contacto com as pessoas, que nos fazem chegar as suas preocupações, e nós apresentamos propos­tas para tentar solucionar os seus problemas”. Pertence às comissões Parlamenta­res de Saúde, de Assuntos Europeus e de Orçamento Finanças e Administração Pública. Neste seu curto mandato tem como priori­dades a procura de soluções para os principais problemas do país, em que tem espe­cial atenção às regiões mais desfavorecidas do interior de Portugal. E como integrou a lista do PS nas últimas legis­lativas como representante da Juventude, tem tentado dar voz aos problemas dos jovens confrontados com o “flagelo do desemprego e enorme precariedade labo­ral, que tem levado a uma nova vaga de emigração”.
Sobre a elevada absten­ção que se tem verificado nas diversas eleições, sobre­tudo entre os mais jovens, o deputado vila-realense acredita que a Regionali­zação poderia resolver este problema, uma vez que “os eleitores poderiam escolher diretamente os seus repre­sentantes”. “Sempre a acre­ditamos que deputados e eleitores devem estar próxi­mos e seria muito importan­te que os jovens estivessem mais próximos dos políti­cos. Recentemente saiu um estudo que indica que 72 por cento dos jovens ‘Erasmus’ não acredita nos políticos europeus. Cabe ao poder político contrariar essa situa­ção, acho que a Regionaliza­ção poderia funcionar como um bom meio para solucio­nar o problema e também os próprios eleitores escolhe­rem o seu deputado. Aliás, o PS tem estado aberto a esse tipo de iniciativas, como as primárias para a escolha do secretário-geral. As pessoas têm de se sentir representa­das e, sobretudo, têm que sentir que os seus problemas têm voz”.
Apesar de serem eleitos para representar o país, Ivo Oliveira não esquece a região que o elegeu e os problemas do interior estarão sempre na sua linha de pensamento. “Trás-os-Montes tem muitos problemas, mas sobretudo na saúde, com a falta de médi­cos, e por isso tem de mere­cer outra atenção. Estive em Salto (Montalegre), onde um médico ficou de baixa e a partir daí as pessoas ficaram privadas de aceder a cuida­dos de saúde mais próximos da sua localidade. O mesmo aconteceu em Boticas, em Tourém e um pouco por toda a região transmontana”.
Ivo Oliveira considera que a atual geração de políticos é melhor que a anterior e dá como exemplo a Presidência da República. “Se tivéssemos um presidente de uma gera­ção mais jovem, estaríamos muito melhor servidos. As gerações têm-se aprimora­do, os jovens são cada vez mais qualificados, conhe­cem melhor o mundo, mas é preciso que haja espaço para estas gerações, pois se nós condenamos uma geração a emigrar e ao desemprego, é natural que venhamos a ter problemas nas nossas elites políticas e empresariais. Há necessidade de fazer algumas mudanças”.
Sobre a relação com os outros deputados eleitos pelo mesmo círculo eleitoral, o professor diz que é um rela­cionamento aberto e cordial, no entanto há áreas centrais que os separam, sobretudo na agricultura e na saúde. “Em algumas questões da região até estamos em sintonia, mas nem sempre. Quando defendemos os produtores da castanha em Valpaços, que sofreram uma quebra drástica na produ­ção, vi com tristeza o PSD a votar contra esse projeto. No entanto, há outras maté­rias que temos trabalhado em conjunto, como a questão do Barro Preto de Bisalhães”.
Entre os outros deputados da Assembleia da República, o convívio também é cordial, mas ao mesmo tempo é um ambiente de combate políti­co. “Não estamos de acordo em diversos assuntos e por vezes as discussões aquecem e deixam um certo mau estar. Apesar de ser um ambien­te duro de combate políti­co entre bancadas, há que perceber a função do outro”.
Ainda novo nestas andan­ças, Ivo tem a certeza que é mais fácil ser deputado de apoio a uma maioria de governo do que se estiver na oposição. “Estar na oposição é bastante mais frustrante, uma vez que apresentamos as nossas propostas, que até são boas, mas depois estão condenadas ao insucesso, já que a maioria veta sempre essas iniciativas. Quando se é deputado de uma maioria sólida e de governo, temos a possibilidade de fazer coisas e de ter maior capacidade de realização”.
Sobre o futuro do país e de Trás-os-Montes em espe­cial, o jovem transmonta­no gostaria de voltar a ser eleito deputado e espera que o seu partido vença as próximas eleições com maio­ria absoluta. Se isso não acontecer, refere que o PS terá de encontrar soluções à sua esquerda. “Teremos de governar sem Bloco Central, porque essa não é a verdadei­ra alternativa. O caminho do PS terá de ser radical­mente diferente do que tem sido seguido por esta maio­ria. Tem de demostrar que é uma alternativa, que está centrada nas pessoas e no desenvolvimento do país”.

Ivo Oliveira deixa rasga­dos elogios ao secretário­-geral do partido, António Costa, porque acredita que é a pessoa certa para lide­rar uma verdadeira mudança no país. “É um homem que traz um capital de esperan­ça à política portuguesa, as pessoas reconhecem o bom trabalho que tem feito na Câmara de Lisboa, a sua credibilidade, seriedade e capacidade de fazer dife­rente. No entanto, é preciso ter um projeto de mudança em que as pessoas acredi­tem que será o melhor para elas e para o país. Só assim será possível alcançar uma maioria sólida e que trará um futuro melhor aos portu­gueses”.