sexta-feira, 31 de julho de 2015

Emprego e estabilidade nos contratos de trabalho

É por estes dias que a maioria dos emigrantes chega à nossa região. Durante o mês de Agosto a população triplica em muitas localidades de Trás-os-Montes e Alto Douro. O nosso território é sem dúvida bem mais animado no Verão. Há menos isolamento, mais juventude e vitalidade. Diversos municípios, como Vila Real, têm valorizado bastante esse aspeto instituindo mesmo o “Dia do Emigrante”. Economicamente é também muito relevante: para além das remessas que enviam durante o ano, que representam quase 2% do PIB, as compras que efetuam na economia local são também de importante valor.
O tema da emigração tem sido central ao longo da última legislatura. Jovens, desempregados e professores, todos foram alvo de declarações de membros do Governo incentivando-os a procurarem emprego lá fora. Desde 2011, emigraram pelo menos 285 mil portugueses. Temos hoje níveis de emigração semelhantes aos que existiam quando os portugueses fugiam da ditadura, da fome, da pobreza e da guerra.
São dados preocupantes. Da mesma forma que o é o mais recente estudo promovido pela Presidência da República que mostra que metade dos jovens estão disponíveis a procurar trabalho lá fora. Mais que um bom salário, os jovens procuram estabilidade no emprego, concluía.
Esta é a variável central: emprego estável e não precário. António Costa identificou bem as prioridades como se podem ler nos cartazes: “emprego, emprego, emprego”. Será também intransigente no combate à precariedade e na defesa da estabilidade laboral, com contratos de trabalho sólidos e duradouros.
A intenção de regressar um dia em definitivo estará certamente na ideia de muitos, mas naturalmente que não o fazem enquanto as condições de vida, de emprego e de estabilidade não melhorarem em Portugal. Só assim poderão perspetivar um futuro no seu país de origem. O caminho terá que ser de investimento e desenvolvimento.
Aproveito este último artigo no âmbito deste painel para agradecer a todos os leitores, contrapartes, colaboradores e à direção do jornal A Voz de Trás-os-Montes, por esta possibilidade de através de crónicas regulares aproximar eleitos e eleitores e em conjunto, democraticamente, pensarmos a região.

Votos de umas retemperadoras férias e uma boa viagem e estadia a todos os emigrantes.

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