segunda-feira, 6 de julho de 2015

“Circuito de Vila Real” - marca com valor, notoriedade e prestígio

O “Circuito de Vila Real” é uma marca com valor, notoriedade e prestígio, impondo-se com naturalidade desde o primeiro arranque, em 1931, tendo como principal impulsionador Aureliano Barrigas, um grande especialista do mundo automóvel e da mecânica.
Em pleno século XXI, os eventos estão a ter uma importância crescente ao nível mundial, sendo uma nova ferramenta para atrair visitantes, que trazem receita para as regiões, que por essa via melhoram a sua competitividade. Estima-se que os eventos desportivos contribuam com 3% do produto interno bruto dos países da OCDE. Na nossa região, esta aposta pode ajudar a resolver o maior desafio para o sector do turismo, no presente, que passa por aumentar o valor dos gastos dos visitantes e fazer com que tenham estadias mais prolongadas.
O potencial em organizar um evento desta natureza é enorme e o mesmo deve ser maximizado para que se retire o maior benefício possível. As discussões relativas aos impactos de fenómenos desportivos focam-se geralmente em três pontos principais: a organização e financiamento; os impactos económicos; e o legado dos eventos.
Quanto ao primeiro aspeto, a realização do WTCC em Vila Real está garantida até 2017 e o financiamento é em grande parte assegurado por fundos comunitários e patrocinadores. No que respeita às projeções de impactos económicos, os números exibidos na apresentação do circuito, e que a imprensa difundiu, são animadores: esperam-se 220 mil pessoas; muitos alojamentos turísticos esgotaram numa semana; o retorno esperado é de 3 milhões de euros diretamente e 80 milhões indiretamente. Quanto ao legado do evento, sabemos que a notoriedade dos grandes eventos é bastante superior aos restantes acontecimentos. Neste caso, espera-se que a transmissão no canal Eurosport chegue a 500 milhões de pessoas, em 22 países. É uma boa forma de divulgar e promover o nosso território.
Ao contrário do Governo, as autarquias da região não esqueceram o automobilismo e a dinâmica construtiva que estes grandes eventos trazem ao território. Foi assim que vimos, 30 anos depois, o rali de Portugal regressar às nossas terras: Baião, Amarante, Vila Real e Mondim de Basto. Contas feitas, foi uma boa opção em todas as vertentes. Neste caso, segundo o jornal “Diário Económico”, o investimento foi de 3 milhões e o retorno de 109 milhões.
As corridas de Vila Real não lhe ficarão atrás. Apostar na marca “circuito de Vila Real” é apostar num produto de qualidade que pode fazer a diferença na promoção da nossa região.

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