O “Circuito de Vila Real” é uma
marca com valor, notoriedade e prestígio, impondo-se com naturalidade desde o
primeiro arranque, em 1931, tendo como principal impulsionador Aureliano
Barrigas, um grande especialista do mundo automóvel e da mecânica.
Em pleno século XXI, os eventos
estão a ter uma importância crescente ao nível mundial, sendo uma nova
ferramenta para atrair visitantes, que trazem receita para as regiões, que por
essa via melhoram a sua competitividade. Estima-se que os eventos desportivos
contribuam com 3% do produto interno bruto dos países da OCDE. Na nossa região,
esta aposta pode ajudar a resolver o maior desafio para o sector do turismo, no
presente, que passa por aumentar o valor dos gastos dos visitantes e fazer com
que tenham estadias mais prolongadas.
O potencial em organizar um
evento desta natureza é enorme e o mesmo deve ser maximizado para que se retire
o maior benefício possível. As
discussões relativas aos impactos de fenómenos desportivos focam-se
geralmente em três pontos principais: a organização e financiamento; os
impactos económicos; e o legado dos eventos.
Quanto ao primeiro aspeto, a
realização do WTCC em Vila Real está garantida até 2017 e o financiamento é em
grande parte assegurado por fundos comunitários e patrocinadores. No que
respeita às projeções de impactos económicos, os números exibidos na
apresentação do circuito, e que a imprensa difundiu, são animadores: esperam-se
220 mil pessoas; muitos alojamentos turísticos esgotaram numa semana; o retorno
esperado é de 3 milhões de euros diretamente e 80 milhões indiretamente. Quanto
ao legado do evento, sabemos que a notoriedade dos grandes eventos é bastante superior
aos restantes acontecimentos. Neste caso, espera-se que a transmissão no canal Eurosport chegue a 500 milhões de
pessoas, em 22 países. É uma boa forma de divulgar e promover o nosso
território.
Ao contrário do Governo, as
autarquias da região não esqueceram o automobilismo e a dinâmica construtiva
que estes grandes eventos trazem ao território. Foi assim que vimos, 30 anos
depois, o rali de Portugal regressar às nossas terras: Baião, Amarante, Vila
Real e Mondim de Basto. Contas feitas, foi uma boa opção em todas as vertentes.
Neste caso, segundo o jornal “Diário Económico”, o investimento foi de 3
milhões e o retorno de 109 milhões.
As corridas de Vila Real não lhe
ficarão atrás. Apostar na marca “circuito de Vila Real” é apostar num produto
de qualidade que pode fazer a diferença na promoção da
nossa região.

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