sábado, 9 de maio de 2015

Um Processo mal conduzido

A atitude do Governo em relação à TAP só poderia dar mau resultado. O Governo vem insistindo na errada estratégia de privatização, sendo responsável por toda esta turbulência provocada na companhia e pelos impactos negativos que traz à economia. Em final de legislatura era desnecessária esta teimosia.
Não existindo um apoio claro por parte da opinião pública, e não sendo verdade que a União Europeia não permita a capitalização pública, o processo não deveria prosseguir.
O mercado da aviação comercial está em acelerada mudança. As distâncias mais curtas são dominadas pelas companhias low cost, como a Ryanair, que apostam em preços baixos, menos serviço, um só modelo de Avião e voos para aeroportos secundários. A estratégia é simples: liderança por baixos custos.
No caso dos voos de longo curso, estes são no presente operados maioritariamente por grandes companhias, de pendor estatal, situadas em locais geoestratégicos, com acesso barato ao combustível e capacidade de investimento para renovar a frota. Um bom exemplo será a Emirates, no Dubai.
Para uma companhia como a TAP, a vantagem competitiva estaria na ligação com a América, a que estas “bases” no Médio Oriente ainda têm dificuldade em chegar.
Outro espaço que não devemos abandonar é o da Lusofonia. A semana passada visitei Goa, local onde ainda há muita gente a falar português. Este é um campo natural de aproximação entre povos e culturas, onde os portugueses são reconhecidos. Esta ligação é uma boa janela de oportunidade para aproveitar as potencialidades de um Estado asiático em forte progresso e crescimento. Deve ser incentivado o aprofundamento de relações bilaterais ao nível comercial, empresarial e mesmo a geminação entre municípios.

Concluindo, competir com as low cost ou nos voos para a Ásia será sempre difícil, mas é possível redesenhar a TAP como uma companhia capaz de competir com vantagem no mercado da lusofonia e nas ligações Europa/América.

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