segunda-feira, 25 de maio de 2015

A4 sem portagens: Nunca esteve prevista a introdução de portagens que o Governo quer agora impor

A autoestrada transmontana é uma via estruturante para toda a região. A concessão da A4 abrange cerca de 250 mil habitantes diretamente na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, sendo o eixo viário principal de toda a região. Consiste maioritariamente na duplicação do IP4, entre Vila Real e Bragança, numa extensão de cerca de 130 Km.
Recorde-se que o interior norte foi a última região do país a estar servida por Autoestradas. Na altura do lançamento da concessão foi anunciado que a construção desta via deveria induzir uma redução da taxa de sinistralidade grave na ordem dos 65%, que deveria gerar aproximadamente 9.000 empregos diretos e indiretos, que reduziria os tempos de viagem e que seria um projeto economicamente viável, com os benefícios económicos e sociais estimados em 1138 milhões de euros.
Aquando do lançamento da obra, foi anunciado em Diário da República que a estrada teria dois troços com portagens, numa extensão de 14 quilómetros: entre Parada de Cunhos (Vila Real) e o nó da A24, numa extensão de sete quilómetros; entre os nós de Bragança poente e nascente, também com sete quilómetros. Isto significava que os perímetros das duas cidades seriam portajados, uma vez que era considerado que as vias locais serviriam de alternativa.
A possibilidade de introdução destas portagens foi fortemente contestada na altura, por autarcas, cidadãos e empresas. Nunca esteve prevista a introdução de portagens em qualquer outra parte da Autoestrada.
Em maio de 2014, este Governo confirmou que a Autoestrada Transmontana vai ter portagens, estando apenas em estudo a forma de proceder a essa cobrança.

O Governo não está consciente dos efeitos nocivos em termos económicos e sociais da imposição de portagens em toda a extensão da autoestrada transmontana. Introduzir portagens é limitar a mobilidade intrarregional. 

Sem comentários:

Enviar um comentário