A autoestrada transmontana
é uma via estruturante para toda a
região. A
concessão da A4 abrange cerca de 250 mil habitantes diretamente na região de
Trás-os-Montes e Alto Douro, sendo o eixo viário principal de toda a região.
Consiste maioritariamente na duplicação do IP4, entre Vila Real e Bragança,
numa extensão de cerca de 130 Km.
Recorde-se
que o
interior norte foi a última região do país a estar servida por Autoestradas. Na
altura do lançamento da concessão foi anunciado que a construção desta via deveria
induzir uma redução da taxa de sinistralidade grave na ordem dos 65%, que
deveria gerar aproximadamente 9.000 empregos diretos e indiretos, que reduziria
os tempos de viagem e que seria um projeto economicamente viável, com os
benefícios económicos e sociais estimados em 1138 milhões de euros.
Aquando do lançamento da obra, foi anunciado em
Diário da República que a estrada teria dois troços com portagens, numa
extensão de 14 quilómetros: entre Parada de Cunhos (Vila Real) e o nó da A24,
numa extensão de sete quilómetros; entre os nós de Bragança poente e nascente,
também com sete quilómetros. Isto significava que os perímetros das duas
cidades seriam portajados, uma vez que era considerado que as vias locais
serviriam de alternativa.
A possibilidade de introdução destas portagens foi
fortemente contestada na altura, por autarcas, cidadãos e empresas. Nunca
esteve prevista a introdução de portagens em qualquer outra parte da
Autoestrada.
Em maio de 2014, este Governo confirmou que a
Autoestrada Transmontana vai ter portagens, estando apenas em estudo a forma de
proceder a essa cobrança.
O Governo não está consciente dos efeitos nocivos em
termos económicos e sociais da imposição de portagens em toda a extensão da
autoestrada transmontana. Introduzir portagens é limitar a mobilidade
intrarregional.

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