A Louça Preta de Bisalhães
representa um elemento singular e ancestral da olaria nacional devendo a sua
notoriedade à cor negra, que realça as suas formas e o seu cariz único.
O Estado Português,
recentemente, reconheceu a Louça Preta de Bisalhães, dado o seu valor
patrimonial e social e enquanto elemento identitário da região, como
manifestação do Património Cultural
Imaterial.
Tendo em conta que esse facto,
só por si, não é suficiente para travar o risco da sua extinção parcial ou
total, resultado das alterações socioeconómicas da região e das famílias que a
produziam, a Câmara Municipal de Vila Real decidiu promover a sua candidatura à
inclusão na Lista do Património Cultural
Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente (UNESCO), apresentando um
plano de salvaguarda cujas medidas se compromete a cumprir.
Procura-se, assim, com a
referida candidatura, face ao acentuado declínio desta atividade secular e dado
o seu caráter emblemático para a cultura popular da região, dar novo impulso a
todas as ações de reabilitação e promoção deste património imaterial e eliminar
o risco da sua extinção, pugnando-se também pela dignificação das condições de trabalho dos oleiros
atuais e pela rentabilidade desta arte nobre.
A candidatura e respetivo plano
de salvaguarda já receberam o apoio incondicional de inúmeras entidades,
públicas e privadas, tanto ao nível nacional como local.
Associando-se
aos fundamentos e objetivos acima expressos, a Assembleia da República, reunida
em plenário, saúda o reconhecimento pelo Estado Português do Processo de Confeção da Louça Preta de
Bisalhães como Património Cultural Imaterial e manifesta o seu apoio à
iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real de apresentação junto da UNESCO da
candidatura daquele Processo à “Lista do
Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente (UNESCO)”,
como mecanismo mais eficaz de salvaguarda e afirmação nacional e internacional
deste importante ativo cultural imaterial.
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