sábado, 21 de fevereiro de 2015

Violência Doméstica


O combate ao flagelo da violência doméstica tem merecido uma resposta unânime por parte da maioria das entidades e forças políticas, seguindo as determinações da Convenção de Istambul, que entrou em vigor no passado dia 1 de Agosto. Este é o primeiro instrumento legal a nível da União Europeia para ação contra a incidência deste tipo de violência.
Este é um crime em que as mulheres são particularmente vítimas. Mas não só. Com crescente preponderância, há também que considerar os idosos, sobretudo numa área com elevado envelhecimento demográfico como a nossa. A nível regional e local existem notícias afirmando que este é o tipo de crime que mais preocupa o comando da GNR de Vila Real.
No campo partidário, a violência de género e as desigualdades têm sido dois pontos centrais da ação do Partido Socialista. Recorde-se a homenagem feita no mais recente congresso do PS às vítimas de violência doméstica, quando a atriz Maria do Céu Guerra leu os nomes das mulheres assassinadas durante o ano passado. Na “Agenda para a Década”, documento político apresentado por António Costa, está igualmente clara a determinação na luta por um modelo civilizacional que promova a igualdade, integridade e o fim da violência de género.
A concretização destes objetivos exige avaliar as políticas públicas de combate à violência doméstica e no namoro. Há também que insistir na necessidade de estratégias que promovam a igualdade de género em todo o percurso escolar das crianças e jovens.
É também importante garantir políticas locais que promovam projetos de igualdade de base territorial. Neste aspeto, em que as autarquias também têm um papel a desempenhar, podemos dar nota de municípios como Vila Real ou Santa Marta de Penaguião, onde estão anunciadas a disponibilização de uma habitação para servir de abrigo a mulheres vítimas de violência doméstica e que queiram recomeçar de novo.

É reconhecido por todos que a sociedade portuguesa evoluiu muito na defesa e na promoção da igualdade de género. No entanto, é necessário continuar a trabalhar no plano político, económico e social para que a igualdade entre mulheres e homens atinja novos patamares, que melhorem a vida dos portugueses, incrementando assim a nossa capacidade de desenvolvimento. 

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