sábado, 28 de fevereiro de 2015

Boticas: Deputados socialistas questionam ministério sobre falta de médicos

Deputados socialistas, eleitos pelo círculo de Vila Real, questionaram na semana passada o ministro da Saúde sobre os constrangimentos nos cuidados de saúde à população de Boticas.
Os parlamentares pretendem obter esclarecimentos sobre a falta de médicos, especialistas em medicina geral e familiar naquele centro de saúde, uma vez que dois médicos se aposentaram.
Em comunicado, os deputados Ivo Oliveira e Agostinho Santa referem que este problema é estrutural
e prende-se com inexistência de médicos (com a especialidade de Medicina Geral e Familiar) que permita a “atribuição de médico de família a todos os portugueses”, mas também com “a falta de planeamento e com a crescente desmotivação dos profissionais sujeitos a uma maior carga horária
semanal”, com desmembramento de equipas que os levou à exaustão e contribuiu para a aposentação
antecipada dos profissionais e consequente diminuição da capacidade de resposta.
No distrito de Vila Real, no concelho de Boticas “a situação é preocupante”, com a aposentação de dois médicos (que corresponde a 50% dos profissionais), existindo já centenas de famílias compostas por 3 e 4 gerações, “sem que algum dos elementos tenha médico de família, incluindo crianças e
idosos, alguns com doenças crónicas e com necessidades de cuidados permanentes”, explicam os deputados.
Com esta falta de profissionais, o acesso aos cuidados de saúde neste concelho tem vindo a sofrer restrições, “havendo utentes cujas consultas estão dependentes do tempo e disponibilidade de outros médicos”. Assim, os parlamentares socialistas querem saber se o ministro “tem conhecimento da atual situação dos cuidados de saúde no concelho de Boticas?”
Em perguntas enviadas a Paulo Macedo, através da Assembleia da República, os parlamentares do PS
pretendem ainda saber que “medidas tenciona o Ministério da Saúde tomar para diminuir os constrangimentos existentes nos cuidados de saúde neste concelho?” e “quando serão tomadas essas
mesmas medidas?”.

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