O
Partido Socialista sempre defendeu boas ligações aos polos de desenvolvimento e
centros de decisão. As infraestruturas coletivas geram economias externas, que beneficiam
as condições de vida da população residente.
A
anterior ligação aérea Lisboa/Vila Real/Bragança representou uma mais-valia
para o nosso território e evoluía de forma satisfatória em termos de
regularidade, segurança e número de utilizadores. Reconhecendo esta situação, os
municípios foram também investindo nas suas infraestruturas aeroportuárias, na
formação de pessoal e nos sistemas de segurança.
Infelizmente o atual Governo geriu este assunto
de forma intermitente. Após um período de
interregno, a Secretaria de Estado dos Transportes recebeu, em Maio, a proposta
do INAC para a criação de uma linha aérea entre Bragança/Vila Real/Viseu/Tires/Portimão.
A proposta foi aceite e o final do ano de 2014 foi o prazo fixado para o início
das viagens.
Terminado o ano,
sabemos que não levantou nenhuma aeronave com este rumo de Vila Real e as
turbinas do Conselho de Ministros apenas autorizaram
a "despesa relativa à adjudicação da prestação de serviços". O
concurso público está previsto para 2015. Aguardemos pacientemente no terminal
de embarque, sabendo que vai uma
grande diferença entre anunciar e executar uma obra. Não será muito arriscado
vaticinar que, tal como no túnel do Marão, deverá ser António Costa a inaugurar
a nova carreira aérea.
A propósito, importa referir que esta nova
rota é mais longa que a anterior. Um vila-realense que rume à capital contará agora com uma paragem
em Viseu. E terá que contabilizar pelo
menos mais meia hora para a ligação Tires-Lisboa.
Por fim, uma nota sobre a posição estratégica do Distrito de Vila Real no
contexto ibérico. Portugal e Espanha são muito polarizados em torno das grandes
cidades. A ligação a estes polos é determinante para uma região como a nossa
que se quer afirmar como central. Necessitamos de boas vias de comunicação em três
vetores essenciais: autoestradas sem portagens; ferrovia; acesso à estação de
TGV prevista para Puebla de Sanabria, Espanha, para uma ligação mais rápida à
Europa.

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