sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ligação aérea Bragança/Vila Real/Viseu/Tires/Portimão : Talvez em 2015, mas não é a mesma coisa… | artigo Jornal "A Voz de Trás-os-Montes"

Talvez em 2015, mas não é a mesma coisa…
O Partido Socialista sempre defendeu boas ligações aos polos de desenvolvimento e centros de decisão. As infraestruturas coletivas geram economias externas, que beneficiam as condições de vida da população residente.
A anterior ligação aérea Lisboa/Vila Real/Bragança representou uma mais-valia para o nosso território e evoluía de forma satisfatória em termos de regularidade, segurança e número de utilizadores. Reconhecendo esta situação, os municípios foram também investindo nas suas infraestruturas aeroportuárias, na formação de pessoal e nos sistemas de segurança.
Infelizmente o atual Governo geriu este assunto de forma intermitente. Após um período de interregno, a Secretaria de Estado dos Transportes recebeu, em Maio, a proposta do INAC para a criação de uma linha aérea entre Bragança/Vila Real/Viseu/Tires/Portimão. A proposta foi aceite e o final do ano de 2014 foi o prazo fixado para o início das viagens
Terminado o ano, sabemos que não levantou nenhuma aeronave com este rumo de Vila Real e as turbinas do Conselho de Ministros apenas autorizaram a "despesa relativa à adjudicação da prestação de serviços". O concurso público está previsto para 2015. Aguardemos pacientemente no terminal de embarque, sabendo que vai uma grande diferença entre anunciar e executar uma obra. Não será muito arriscado vaticinar que, tal como no túnel do Marão, deverá ser António Costa a inaugurar a nova carreira aérea.
A propósito, importa referir que esta nova rota é mais longa que a anterior. Um vila-realense que rume à capital contará agora com uma paragem em Viseu. E terá que contabilizar pelo menos mais meia hora para a ligação Tires-Lisboa.

Por fim, uma nota sobre a posição estratégica do Distrito de Vila Real no contexto ibérico. Portugal e Espanha são muito polarizados em torno das grandes cidades. A ligação a estes polos é determinante para uma região como a nossa que se quer afirmar como central. Necessitamos de boas vias de comunicação em três vetores essenciais: autoestradas sem portagens; ferrovia; acesso à estação de TGV prevista para Puebla de Sanabria, Espanha, para uma ligação mais rápida à Europa.



Sem comentários:

Enviar um comentário