Era com as mais altas expectativas
que a região aguardava este Orçamento de Estado. Por duas razões principais: a
primeira consistia na circunstância de, em Julho, Passos Coelho se ter
associado à assinatura da Carta de Compromissos para o Desenvolvimento de
Trás-os-Montes e Alto Douro; A segunda, porque
sendo este o último orçamento realizado antes das eleições, consistia na
derradeira oportunidade para o território ser discriminado positivamente, em
virtude de ter um conterrâneo ao leme do país. Infelizmente, o nosso distrito tem
beneficiado tanto por ter um transmontano como Primeiro-ministro, como Portugal
beneficiou quando um português presidiu à Comissão Europeia.
O
Orçamento de Estado para 2015 foi amplamente criticado pela generalidade das
entidades independentes que o analisaram, devido à falta de credibilidade das
previsões apresentadas. Num desses pareceres, o Conselho Económico e Social afirma
a presença de uma visão puramente
financeira e contabilística, que descura a garantia das funções sociais do
Estado e ignora as disparidades territoriais e sociais.
Alerta ainda para o agravamento da situação devido ao encerramento de vários
serviços públicos.
Na
realidade, este é o pior Orçamento de sempre para o nosso distrito, existindo
várias situações reais na cultura, saúde, juventude, economia, justiça,
agricultura, mobilidade e portagens, que assinalamos e perguntamos no âmbito do
debate parlamentar na especialidade.
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