segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Expectativas Frustradas: O pior Orçamento de sempre para a região

Era com as mais altas expectativas que a região aguardava este Orçamento de Estado. Por duas razões principais: a primeira consistia na circunstância de, em Julho, Passos Coelho se ter associado à assinatura da Carta de Compromissos para o Desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro; A segunda, porque sendo este o último orçamento realizado antes das eleições, consistia na derradeira oportunidade para o território ser discriminado positivamente, em virtude de ter um conterrâneo ao leme do país. Infelizmente, o nosso distrito tem beneficiado tanto por ter um transmontano como Primeiro-ministro, como Portugal beneficiou quando um português presidiu à Comissão Europeia.
O Orçamento de Estado para 2015 foi amplamente criticado pela generalidade das entidades independentes que o analisaram, devido à falta de credibilidade das previsões apresentadas. Num desses pareceres, o Conselho Económico e Social afirma a presença de uma visão puramente financeira e contabilística, que descura a garantia das funções sociais do Estado e ignora as disparidades territoriais e sociais. Alerta ainda para o agravamento da situação devido ao encerramento de vários serviços públicos.
Na realidade, este é o pior Orçamento de sempre para o nosso distrito, existindo várias situações reais na cultura, saúde, juventude, economia, justiça, agricultura, mobilidade e portagens, que assinalamos e perguntamos no âmbito do debate parlamentar na especialidade.

Uma última nota para realçar a diferença abissal entre o discurso e a prática deste Governo. Parece estar já em campanha. A semana passada realizou a visita de Outono. Novamente de mãos vazias, com elogios ao empreendedorismo, mas sem medidas palpáveis para o desenvolvimento da região. Na prática, já todos percebemos que com esta maioria PSD/CDS vai continuar a mesma política, impondo o encerramento de serviços públicos, portagens na autoestrada transmontana e o corte do número de funcionários, como na Segurança Social. 

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